NÚCLEO DE ARTE – OLIVA CREATIVE FACTORY

A reconversão da zona 2 da Oliva, espaço emblemático da indústria de S. João da Madeira e singular no património arquitetónico modernista, marcou um ponto de viragem, uma mudança de orientação e de paradigma na função produtiva da fábrica.

Nesta viragem, o Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory assume um papel fundamental na antecipação de um futuro assente na valorização do pensamento criativo e na ligação entre a prática artística e outros contextos produtivos. É, por isso, um lugar de encontro de expressões, ideias e estratégias criativas de origem e motivações diversas.

Na sua génese está a convicção que a fábrica Oliva pode ser, recuperando a expressão de Jacques Ranciére, uma fábrica do sensível, onde se entrelaçam uma pluralidade de atividades humanas que se reconfiguram e contaminam numa produção partilhada de ideias e atos. O núcleo de arte surge como a ligação entre a prática artística, enquanto espaço de experimentação e interrogação em âmbitos interdisciplinares, e os campos da criatividade aplicada.

Esta coabitação é vista, hoje, como condição necessária do desenvolvimento e inovação, ao estabelecer o campo de combinações improváveis entre ideias familiares, de transformação de ideias existentes, mas também da sua aplicação e implementação no tecido social.
O Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory tem como missão explorar a potencialidade criativa da história, do espaço e do contexto da Oliva, criar oportunidades diferenciadoras para artistas e projetos emergentes, e estimular o diálogo público com a arte e a cultura contemporâneas.
Para isso, conta com um espaço de exposições temporárias, e acolhe duas coleções únicas e incontornáveis no espaço ibérico:

A Coleção Norlinda e José Lima, composta por artistas e projetos interdisciplinares onde se cruzam o desenho, a pintura, a escultura, a fotografia e o vídeo;

A Colecção Treger/Saint Silvestre, que alberga núcleos de Arte Bruta, Artes Marginais e arte contemporânea, únicos no panorama Ibérico; e núcleos de vocação etnográfica, como a coleção de crucifixos contemporâneos e a coleção de Arte Vodu do Haiti.

É esta ideia expandida de fábrica – um espaço de (re)invenção, inovação e criatividade – que marca o novo território da Oliva.